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Delegacia Especializada em Roubos a Condomínios
Os roubos e furtos a condomínios agora serão investigados por uma delegacia especializada. A novidade foi apresentada pelo secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, na quarta-feira,19/08/2009.
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A implantação dessa delegacia é a primeira medida de um novo Grupo de Trabalho, criado no início de junho, para prevenir e reprimir esse tipo de crime.
O GT, como é conhecido, é coordenado por Waldomiro Pompiani Milanesi, chefe da Divisão de Crimes Contra o Patrimônio (Dccp), do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic).
Com a nova medida, a 4ª Delegacia da Divisão de Crimes Contra o Patrimônio passa a centralizar todos os flagrantes de roubos com prisões em conjuntos residenciais e as demais investigações. Nas ocorrências sem prisões em flagrante, a delegacia responsável pelo registro - geralmente a mais próxima do local do crime - deverá repassar as informações à unidade especializada do Deic, que realizará investigações concomitantes às da polícia territorial.
A 4ª Delegacia da Dccp conta atualmente com 35 policiais civis em seu quadro, sendo 30 investigadores e cinco escrivães. A unidade atende, entre outros, casos de usurpação, apropriação indébita e furtos e, há 15 dias, passou a ser responsável, também, pelas investigações sobre os crimes em condomínios.
Neste ano, foram registros 32 assaltos a conjuntos residenciais no Estado. Desses, seis foram solucionados. Segundo Ferreira Pinto, "o atendimento especializado foi determinado justamente para aumentar esse índice de esclarecimento".
O Grupo de Trabalho já se reuniu três vezes com o Sindicato de Habitação (Secovi), que congrega 40 mil condomínios no Estado. Os encontros irão balizar as medidas para redução, prevenção e repressão aos roubos em condomínios. Milanesi, inclusive, já propôs uma alteração no Registro Digital de Ocorrências (RDO). A idéia é criar um campo específico no sistema para roubos em condomínios, que hoje são enquadrados como roubos a residências.
Jardins terá nova bse móvel da PM
Atendendo aos pedidos da Associação "Ame Jardins", que solicitou medidas para melhorar a qualidade de vida do bairro, o secretário Ferreira Pinto anunciou a instalação de uma base móvel da Polícia Militar na região. "Vamos enviar uma das novas bases, que estão sendo compradas pelo Governo, para um dos mais importantes cruzamentos do bairro", disse. No total, serão 10 novas bases desse tipo instaladas em todo o Estado. A expectativa é de as aquisições sejam realizadas até dezembro deste ano.
Além dessa medida, Ferreira Pinto adiantou que deve reativar um serviço específico da Polícia Civil para aperfeiçoar o combate aos ’flanelinhas’, que causam constrangimentos a pessoas que querem estacionar seus veículos em locais públicos.
Esse reforço na segurança é uma garantia permanente de combate ao crime em São Paulo. Segundo Ferreira Pinto, "o Estado não pode agir com timidez frente ao crime". Entre outras medidas, ele garantiu, por exemplo, que as Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) devem ser usadas em sua plenitude. O secretário informou que vem dando prioridade no combate aos crimes contra o patrimônio, como roubo, furto e sequestro. Entre outras medidas, os policiais civis foram deslocados de campos especializados para as delegacias especializadas, a fim de melhorar o atendimento à população nos distritos e as investigações. O efetivo da Polícia Militar foi reforçado. Desde março, foram empossados 3.217 novos PMs.
As informações são da Secretaria de Segurança Pública
SP resolve só 20% de roubos a condomínios, diz governo.
Para tentar reduzir esse tipo de crime, ocorrências serão investigadas por delegacia especializada.
Dos 32 roubos a condomínios registrados neste ano no Estado de São Paulo, apenas seis foram esclarecidos, o que representa menos de 20%, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública. Desse total, 12 arrastões ocorreram na capital. O órgão não tem estatísticas sobre o número de presos nem de ocorrências nos anos anteriores. Os roubos se referem tanto a arrastões como àqueles praticados em um único apartamento.
Para tentar melhorar os números, a secretaria decidiu que as ocorrências serão investigadas pela 4ª Delegacia da Divisão de Investigação de Crimes contra o Patrimônio, subordinada ao Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic). O objetivo é centralizar roubos desse tipo para formar um banco de dados que auxilie nas investigações.
"Os crimes patrimoniais crescem dia a dia. Uma das metas da secretaria é combatê-los", afirma o secretário Antonio Ferreira Pinto. "Estamos reformulando o Deic. Se temos um setor especializado em roubos de fiação (luz, telefone), por que não temos um destinado a condomínios?"
Antes, esse tipo de crime era encaminhado para o delegado titular da 2ª Delegacia de Roubos e Furtos do próprio Deic, Edson De Santi.
Ferreira Pinto também quer a Polícia Civil focada na investigação para identificar as quadrilhas e pretende aumentar o policiamento por rondas e de motos, cuja ação é mais ágil.
Os números de roubos a condomínios devem ser muito maiores, alerta Hubert Gebara, vice-presidente de Administração Imobiliária e Condomínios do Sindicato da Habitação (Secovi-SP).
Até o mês passado, esse tipo de ocorrência era registrado como roubo a residência. A entidade contabiliza 19 arrastões na capital até ontem.
FISCAIS
Após um arrastão em março, que terminou com a prisão de dois assaltantes e a morte de um rapaz, novas medidas de segurança foram adotadas em um condomínio em Perdizes, na região oeste de São Paulo. "Todos os visitantes e prestadores de serviços são identificados. Uma grande mercadoria só é entregue com aviso ou com a presença do morador", explica Dênis Furtado, presidente da comissão de segurança do edifício.
Em breve, os moradores vão acessar as imagens das câmeras via internet. "Assim, ganhamos mais ?fiscais?", afirma Furtado.
Fonte: Mônica Cardoso e Camilla Haddad
O Estado de S. Paulo e Jornal da Tarde
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