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Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas - (SPDA)

O raio é um fenômeno natural que sempre impôs temor aos homens, tanto pelo ruído do trovão como pelos incêndios e pelas destruições que causa.

Para proteção contra descargas atmosféricas existem, desde tempos remotos, as mais diversas lendas, muitas delas seguidas até a presente data.

Com o avanço da tecnologia e através de estudos e registros das incidências de raios, a engenharia procura estabelecer regras e normas a fim de diminuir os riscos à vida e à propriedade, protegendo os prédios e as instalações com a implantação de pára-raios.

A proteção contra descargas atmosféricas além de constituir uma segurança de vidas e bens, também é exigência de códigos de obras e de companhias seguradoras.

A proteção contra descargas atmosféricas deverá atender a Norma Brasileira NBR 5419/93, onde constam as prescrições para proteger os diversos tipos de prédios, classificando-os pelo tipo de ocupação, pelo material de construção aplicado, pelo conteúdo, pela localização e pela topografia e detalhando a maneira de instalar pára-raios.

O pára-raios deve ser o ponto mais alto do edifício, massas metálicas como torres, antenas, guarda-corpos, painéis de propaganda e sinalização devem ser interligadas aos cabos de descida do pára-raios, integrando o sistema de proteção contra descargas elétricas atmosféricas. O pára-raios deve ser do tipo Franklin ou gaiola de Faraday.

De acordo coma NBR 5419 os Edifícios devem possuir sistema de pára-raios composto de captor do tipo Franklin, colocado em mastro com base estabilizada por conjunto de contra-ventagem, cujo captor deverá estar interligado aos cabos de descida (condutores de cobre nu), possuindo no mínimo 2 descidas, cuja bitola dos cabos deverá ser de no mínimo 16mm², passando por isoladores até chegar ao sistema de aterramento que estabelece o contato entre a instalação e a terra. Estas descidas não podem estar próximas de instalações elétricas e eletrônicas e deverá haver caixas de inspeção do sistema de aterramento para possibilitar a medição ôhmica;

Todo sistema de pára-raios deverá ser devidamente aterrado e ter facilidades para efetuar a medição ôhmica da resistência de terra. (Através de caixas de inspeção no solo - último subsolo para o caso de prédios - para acesso às hastes de cobre cravadas na terra, que estão interligadas aos cabos dos pára-raios).

Conforme resolução Nº 04 de 19/04/1989 da Comissão Nacional de Energia Nuclear e por determinação da P.M.S.P., é terminantemente proibida a utilização de captores radioativos.

Deverão ser feitas as seguintes inspeções:

1
- Anualmente uma inspeção visual de todos os componentes do SPDA para verificar se estão em bom estado, as conexões e fixação firmes e livres de corrosão e a medição ôhmica (Neste caso o profissional deverá apresentar atestado de abrangência e aterramento do sistema (resistência de terra - máximo 10 ohms), ou logo após a queda de raio);

2
- Inspeções completas de acordo com a Norma devem ser efetuadas periodicamente em intervalos de:

a) 5 anos para estruturas destinadas a fins residenciais, comerciais, administrativos, agrícolas ou industriais, excetuando-se as áreas classificadas com risco de incêndio ou explosão.

b) 3 anos para estruturas destinadas a grandes concentrações públicas (p. ex.: hospitais, escolas, teatros, cinemas, estádios de esporte, shopping centers, pavilhões, e outros), indústrias contendo áreas com risco de explosão conforme NBR 9518 e depósitos de material inflamável.

c) 1 ano para estruturas contendo munição ou explosivos.

Fonte: A Saúde dos Edifícios - IBAPE/SP - CREA.


Pára-raios: Conheça item a item...

Você imagina qual a potência de um raio quando ele atinge a terra?

Imagine que um elevador utiliza 32 ampéres por hora para funcionar... um raio pode atingir de 2000 a 200.000 ampéres. Um chuveiro utiliza 3,0 Kw por hora... um raio pode atingir de 1000 a 8000 milhões de Kw. Estas potências são suficientes para queimar aparelhos eletroeletrônicos, atingir instalações de ferro e aço, arrancar pedaços de alvenaria e causar até a morte de uma pessoa. Um sistema de Pára-raios instalado adequadamente pode evitar muitos transtornos.

Falando a respeito de normas é importante lembrar que os sistemas de Pára-raios devem atender a NBR 5419/93 da ABNT, ou seja, o não obedecimento a "regras básicas" podem tornar o sistema ineficiente. Listamos abaixo alguns princípios básicos a serem adotados. É importante que sempre haja um engenheiro qualificado determinando o tipo de sistema a ser instalado.

Captores - O captor radioativo não é permitido, pois é um captor ineficaz. Deve ser utilizado o captor tipo Franklin. O número de captores varia de acordo com a altura e área construída do edifício.

Descidas - As descidas são feitas de Cabo de Cobre Nu que serve como condutor do raio recebido pelo captor Franklin, este raio é conduzido até o aterramento situado no solo. O número de descidas e o diâmetro do cabo variam de acordo com a altura e área construída do edifício.

Aterramentos - O aterramento dispersa no solo a corrente enviada pelo captor e descidas do sistema. Ele é feito através de hastes de cobre interligadas umas às outras em linha ou triângulo, estas hastes são ligadas aos cabos de descidas através de conectores. O aterramento deve ser periodicamente medido para saber a sua resistência Ôhmica que deve ser inferior a 10 Ohms.

Antenas - As antenas situadas na cobertura do edifício devem ser interligadas com o sistema de Pára-raios e aterradas juntamente com ele.

Gaiola de Faraday - É uma malha feita em tomo da cobertura e tem o objetivo de tomar o sistema mais eficiente. Quando o raio atinge o captor ele não se dissipa de maneira uniforme, a função da malha é ajudar o raio a fluir para o cabo de descida do sistema.

Pára-raio de linha
- É um dispositivo instalado na entrada de eletricidade da edificação para proteger os aparelhos eletrônicos de eventuais raios que possam atingir os cabos de entrada, pois o raio que cai na rede pública pode entrar no prédio.

Importante:


É necessária uma averiguação anual dos sistemas de Pára-raios para verificação das condições de conservação dos componentes e realização de uma medição Ôhmica, pois muitas vezes um componente deteriorado ou resistência ôhmica alta podem comprometer a eficiência do sistema.

Fonte: EB - Engenharia Ltda.

 

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