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As impermeabilizações são as proteções das edificações contra a penetração indesejável de águas das chuvas, das águas utilizadas em manutenções de limpeza predial, da umidade dos solos ou das terras de jardinagem.

São proteções imperceptíveis a olho nu, visto sua localização sob pisos e revestimentos, instaladas ali

visando favorecer a segurança, higiene, salubridade e conforto da própria edificação e dos imóveis vizinhos.

Normalmente estão instaladas sobre as lajes expostas às intempéries, tais como as de circulação entre os jardins do pavimento térreo, quadras esportivas, decks de piscinas, regiões de playground, varandas e sacadas, terraços de coberturas, lajes de emergência, marquises, etc.

Outros locais de fácil constatação de sua presença são: reservatórios d'água potável, espelhos d'água, jardineiras, floreiras, caixas de coleta de águas servidas, nas paredes de contenção de solos ou em pisos diretamente executados sobre o solo.

Erroneamente, nem sempre se encontram sob pisos de cozinhas, áreas de serviço, banheiro, lavabos e saunas. Por isso exija sempre do construtor a especificação de sua localização na edificação, o que pode ser facilmente identificado no Manual do Proprietário.

Os sistemas de impermeabilização podem ser constituídos de argamassas impermeáveis, mantas asfálticas, membranas asfálticas ou termoplásticas, etc., cada qual adequado à solicitação mecânica imposta sobre o qual está empregado.

Vários fatores podem comprometer e diminuir a vida útil desses materiais, seguem, os mais comuns: a qualidade e especificações do material apropriado para cada situação, a existência de ataques de cupins subterrâneos na edificação, o trânsito de veículos e cargas sobre a laje impermeabilizada, tipo de proteção mecânica utilizada sobre a manta, movimentação excessiva da laje ou estrutura, ou ainda, danos causados por raízes das plantas utilizadas nos paisagismos, podendo danificar

floreiras e as diversas áreas plantadas. É importante observar que quando essas anomalias forem detectadas, será necessário fazer as correções antes da troca da impermeabilização.

Sendo assim, quaisquer destas regiões, caso apresentem vazamentos, infiltrações ou goteiras, podem estar com a impermeabilização defeituosa ou inexistente.

Portanto tenha bastante atenção, mesmo invisíveis, não esqueça de sua existência, evite sempre quebras e perfurações de pisos e revestimentos destes locais, pois poderão acarretar danos nesta proteção, afetando a "saúde" de seu patrimônio.

Lembramos que, para o caso de edifícios, é muito comum que após 10 a 15 anos de vida, haja necessidade de troca da impermeabilização na reação térrea, principalmente nas áreas descobertas. Fato este, que podemos comprovar em relação às várias obras existentes nos condomínios em São Paulo.

Além da impermeabilização, devemos prever a retirada (demolição) do piso existente sobre a mesma, a fim da restituição do mesmo após a nova impermeabilização. Por este motivo, está se tomando cada vez mais freqüente nestes casos, a utilização de novas tecnologias, além das opções já existentes (Miracema, pedra mineira, pedra goiás, ardósia, etc.), como, por exemplo, piso estampado em concreto (multicolorido), resinas epoxídicas de última geração, porcelanato com características antiderrapantes, os quais são mais versáteis, mais econômicos e superam dificuldades antes não alcançadas.

Consulte um engenheiro ou arquiteto para a melhor escolha.

Fonte: A Saúde dos Edifícios - IBRAPE / CREA


SAIBA SE SEU EDIFÍCIO PRECISA DE IMPERMEABILIZAÇÃO

Quando é a hora de fazer uma "geral" no meu condomínio? É simples. Assim como nos sentimos ruins quando estamos com febre e dor de cabeça, a edificação também fica "doente". É óbvio que os seus "sintomas" se manifestam de outra forma, Por exemplo, rachaduras visíveis interna e externamente, entupimento da calha, lajes pingando, as telhas soltas, vigas enferrujadas com trincas retas ou inclinadas, pastilhas que caem deixando a parede "descoberta", concretos manchados de branco ou marrom, trincas em cantos de pilares, tubulações de água oxidadas por causa da umidade, etc..

Se o edifício já aparenta esses "pequenos" detalhes, já é o momento de se pensar em impermeabilização. "Assim como o homem usou de forma inteligente o concreto armado na construção das edificações, ele desenvolveu a impermeabilização, cujo objetivo é impedir a passagem indesejável da água e outros elementos agressivos ao concreto, preservando a integridade da estrutura", explica o engenheiro Lourenço Alberto Granato, diretor de empresa Casa Seca Impermeabilizações.

A impermeabilização não permite que a água se infiltre em lajes e juntas de dilatação, evitando bolhas em pinturas, mofo e mau cheiro. É comum as pessoas se defenderem das deteriorações em garagens, por exemplo, com soluções paliativas como calhas e lonas plásticas para protegerem seus carros. "Mas não se dão conta que, esse vazamento que danifica seu carro, está corroendo o esqueleto do prédio", afirma.

Já o engenheiro e professor Richard Springer da Câmara Técnica de Inspeção Predial do IBAPE/SP (Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de São Paulo) explica que, somente após a realização de um chek-up do prédio por Peritos de Engenharia para determinação de suas condições técnicas, funcionais e de conservação, poderá ser elaborado um plano de "manutenção integrada", que consiste não só na priorização das atividades operacionais de rotina, preventiva e/ou corretiva das anomalias constatadas na inspeção predial, bem como no start do planejamento para gestão de recursos financeiros das obras necessárias.

"Deve-se ter cuidado com as empresas do tipo "caça-vazamentos", as empresas que além de diagnosticarem, se propõem a realizar os consertos ou substituições não são muito confiáveis, e os dissabores quanto à "não solução são evidentes", recomenda Springer. "A "melhor marca", o "melhor produto" e a "melhor empresa", é aquela(e) que atende às normas técnicas, bem como às legislações vigentes. Empresas do tipo "faz-tudo" (serviços elétricos e hidráulicos, desentupimento, dedetização, impermeabilização, limpeza de reservatórios, etc.) normalmente não são especializadas em nenhuma das áreas oferecidas".

"Os materiais e serviços não normatizados, empregados na realização de um sistema, bem como seu processo, que confere às partes construtivas, impermeabilidade, de acordo com o inciso VIII, do art. 39 do Código de Defesa do Consumidor, não podem ser comercializados se não atenderem às normas técnicas da ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas", adverte. Por isso, os síndicos antes de tomarem essa decisão, não deixem de se enterar das normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas sobre o projeto (NBR9575), execução (NBR9574) e materiais e sistemas utilizados durante a impermeabilização (NBR8083). Para quem possui internet, acesse o site da ABNT (www.abnt.org.br) a fim de coletar informações sobre as normas citadas acima.

Como na maioria das vezes o síndico é uma pessoa leiga no assunto e sem disponibilidade de tempo, seria recomendável quando possível, a contratação de profissionais especializados para a execução de um projeto da reforma da impermeabilização e para o acompanhamento e fiscalização dos serviços.

Para a execução de projeto e fiscalização de obras de impermeabilização, os síndicos poderiam estar contratando empresas ou profissionais especializados na área, ou então entrar em contato com os fabricantes de materiais de impermeabilização que atualmente oferecem gratuitamente este trabalho para o condomínio, uma vez contratada empresa de sua rede autorizada para a execução dos serviços", explica César Prieto, diretor da Integral Impermeabilização e Construção Civil. Um bom exemplo deste trabalho é o PIC (Programa de impermeabilização de Condomínios) desenvolvido pela Viapol.

Quanto aos problemas com infiltrações e vazamentos decorrentes da má qualidade da impermeabilização ou do tempo ultrapassado, César lembra que " em razão do fim da vida-útil dos sistemas impermeabilizantes, e hoje em dia cada vez mais comum, em razão de serviços mal executados, torna-se necessário os serviços de reforma da impermeabilização ou reimpermeabilização. Cabe salientar que, a solução para os problemas de infiltrações devem ser adotadas com a maior urgência possível, pois além dos inconvenientes causados pelas infiltrações, como: danificar automóveis, utensílios domésticos, tapetes, etc... As Infiltrações trazem como agravantes, desde problemas de saúde em razão de umidade, até comprometimentos à estrutura do edifício que levam a desvalorização do imóvel e a obras de recuperação de custos elevadíssimos".

Já em relação aos materiais utilizados para a execução do projeto, ele afirma que não existe do rótulo "melhor e mais moderno" material, mas comercialmente falando a manta asfáltica, sem dúvida, é a mais recomendada. Outra dúvida é a comparação entre edifícios antigos e os recentes quanto à durabilidade. "Isso não existe. Depende muito da construtora. Enquanto que nas edificações com mais de 30 anos, os pilares são maiores e as vigas, mais robustas, nos mais recentes são mais leves. Sabe por quê? De lá pra cá , as técnicas da construção progrediram tecnologicamente e os materiais impermeabilizantes tiveram de acompanhar toda essa evolução na Construção Civil Por isso que estruturas tornaram-se mais leves e esbeltas, porque a resistência destes materiais aumentou", finaliza o engenheiro Lourenço.

FIQUE ALERTA

- Verifique se a empresa é associada ao IBI (Instituto Brasileiro de impermeabilização);
e, averigúe se a mesma está registrada no CREA (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo);

- Comprove se os sistemas ou os produtos impermeabilizantes propostos são normalizados pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas);

- A garantia dos serviços prestados deve ser de , no mínimo, 5 anos.

- Solicite histórico de obras executadas e contate síndicos e/ou clientes que tenham contratado os serviços desta empresa e obtenha informações quanto à qualidade, atendimento, prazo de execução, atendimento pós-obra, etc.;

- Exija na proposta a especificação de todos os materiais, fabricantes e procedimentos a serem empregados na obra e compare com o oferecido pelas outras empresas;

- Tenha especial atenção na contratação de empresas que se dizem especializadas em várias atividades não correlatas (Ex: dedetização, limpeza de caixa d'água, elétrica, hidráulica...).

 

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