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Baratas e Ratos

Estas são duas  pragas  urbanas  que  também  tiram  o sono  dos síndicos, pois  atacam os condomínios em geral, trazendo prejuízos e doenças para os moradores.

A barata  provoca doenças, pois ela  carrega  agentes

patogênicos e são grandes fornecedoras de agentes de contaminação dos alimentos, levando germes aos seres humanos", explica José Iran.


Já os ratos transmitem doenças por meio de sua urina, a principal é a leptospirose, que se não for tratada pode levar à morte. No Brasil, existem três tipos de ratos: o camundongo - que é pequeno - e pode se alojar facilmente nas dispensas dos apartamentos; os de forro - que transitam nas tubulações, em busca de alimentação, nas lixeiras; e as ratazanas - que vivem nos esgotos e são provenientes de terrenos baldios.

O tratamento para locais infestados por baratas ou ratos é à base de aplicação de produtos. No caso das baratas, hoje se faz, além da pulverização (muito comum), a aplicação do gel - que não tem cheiro e pode ser aplicado em frestas, cantos de armários e não causa transtornos na hora de colocar.

Para os ratos é aplicado o raticida. "As aplicações nunca devem ser superiores há 90 dias, que é o tempo máximo que o mercado está trabalhando. Mas isso não significa que a eficácia possa durar mais. Dependerá muito também dos vizinhos do prédio, dos terrenos baldios próximos, etc. Os prédios são sempre mais propícios às infestações de rato do que as casas, pois possuem tubulações e lixeiras maiores. Também é a praga que mais preocupa o condômino", exemplifica José Iran.

Mesmo com todos os cuidados, não há como evitar os cupins, as baratas e os ratos, pois são pragas que vieram de outros locais e já se adaptaram ao meio urbano. "O homem, ao causar um desequilíbrio ecológico, desmatando florestas e tirando o habitat natural deles, acaba trazendo-os para a cidade e disputando com eles seu território. Além disso, a infra-estrutura de saneamento básico é bastante deficitária", analisa José Iran.

Formigas

Elas também já se tomaram uma praga urbana. Apesar do seu aspecto inofensivo, e de muitas pessoas acreditarem que elas não nos fazem mal, as formigas são causadoras de muita preocupação e prejuízo à nossa saúde.

Assim como as baratas, as formigas são agentes patogênicos, principalmente nos hospitais. Elas são responsáveis por grande parte das infecções hospitalares. "Há várias espécies de formigas, mas todas elas são nocivas. O tratamento para um local infestado irá depender da espécie".

Pode-se fazer o polvilhamento químico, a pulverização ou a aplicação de gel. Tudo dependerá do tipo da formiga, do ambiente em que ela está e onde é o seu ataque. As formigas também são mais difíceis de controlar, pois vivem em sociedade e se fixam em pequenos orifícios - interruptores elétricos, equipamentos e eletrodomésticos. O que dificulta a metodologia da aplicação", explica José Iran.

Pulgas


As pulgas são insetos minúsculos, que apesar de adorarem se hospedar em bichos peludos, não desprezam o calor humano. Há mais de 2.000 espécies em todo o mundo, porém, a Ctenocephalides felis é a espécie mais comum, prevalecendo em mais de 90% dos cães e gatos, Reproduzem-se com uma facilidade e velocidade incríveis, o que explica o fato de um cão chegar a ter "1 milhão delas" em pouco tempo.

Além das incômodas coceiras que provocam, elas transmitem várias doenças não só ao animal como também ao homem. Dentre elas, a peste bubônica, que durante a Idade Média causou a morte de, aproximadamente, 25 mil pessoas.

As pulgas têm, aproximadamente, 2 mm de comprimento e pernas longas. Além dos enormes pulos que conseguem dar, são capazes de saltitar por cerca de uma hora ininterruptamente, se quiserem. Acabar com a infestação só é possível com a colaboração do cliente, que deve ser orientado a manter o ambiente sempre extremamente limpo, pois quando os ovos eclodem, viram larvas que se alimentam de poeira e detritos, as larvas viram adultos que atacam os animais em busca de alimento, formando um ciclo perigoso.

Um controle eficaz de pulgas requer uma ação que combine medidas de manejo do ambiente com o uso do veneno adequado. Mas, como o inseticida mata somente a pulga adulta, é necessário fazer uma aspiração no local, após a aplicação do produto.

A ADESP


A Associação de Empresas Controladoras de Pragas do Estado de São Paulo (Adesp), possui um departamento técnico especializado, que está à disposição para responder às dúvidas da sociedade. "Temos, também, um site com muitas informações úteis": www.adesp.org.br .

Caso a dúvida seja mais técnica, é só ligar para o nosso departamento técnico".

Recomendações da Adesp aos interessados em contratar empresas de controle de pragas. De acordo com o diretor de Planejamento da Adesp, Ricardo Luís Reis Nunes, antes de mais nada, é importante que todos tenham em mente que o auto-serviço além de proibido, é extremamente perigoso. No entanto, ao contratar uma empresa, deve-se ficar muito atento, principalmente se for por meio de propagandas.

"Atualmente, as propagandas enganosas são o que mais preocupam o nosso segmento. Não confie em anúncios milagrosos que oferecem 10 anos de garantia, produtos botânicos, etc.

Existem algumas formas de comprovar a idoneidade de uma empresa:

a) se possível, vá visitar a sede da empresa;
b) verificar se ela possui o alvará expedido pelo Centro de Vigilância Sanitária da Secretaria da Saúde;
c) os orçamentos devem conter a discriminação do serviço proposto, garantia, produtos a serem utilizados;
d) deve-se observar se o veículo está devidamente identificado pelo nome da empresa e se os funcionários estão uniformizados, portando com o crachá funcional (isso dará a segurança de que é uma empresa séria e de que os funcionários estão a serviço dessa);
e) é importante conversar com o técnico que o está atendendo, pois possibilitará saber se esse possuí conhecimento e gera uma relação de compromisso com a qualidade do serviço;
f) solicitar atestados de capacidade técnica, de serviços que a empresa já realizou para outros clientes, e também uma relação de clientes com telefone para conferir, pois trará maior segurança;
g) desconfiar sempre de valores muito baixos, pois serviços provenientes desses poderão acarretar problemas futuros;
h) verifique qual a qualificação dos responsáveis técnicos. Essa verificação é fácil, basta solicitar uma cópia autenticada do registro da empresa no Conselho de Classe, como: CREA, CRQ ou outro permitido por lei.
No caso de condomínios, o correto é que se faça contratos anuais com periodicidade mensal de monitoramento. E, dependendo do tipo e produto utilizado, deve-se apresentar o certificado de execução, assinado pelo responsável técnico, conforme Portaria 09 do Centro de Vigilância Sanitária (CVS).

Após uma desinsetização, o responsável pelo serviço deve fazer algumas recomendações de acordo com o que foi feito, no entanto, é obrigatório por Lei, que conste no verso do certificado, os endereços e telefones dos centros de intoxicação.

Também é importante que sejam especificadas algumas coisas no orçamento, como:

a) todos os locais a serem tratados;
b) a praga alvo;
c) produto a ser utilizado;
d) garantia;
e) valor total;
f) registro da empresa na Vigilância Sanitária e Conselho de Classe;
g) assinatura do responsável técnico.

Lembre-se: Não aceite orçamento, por telefone, somente uma inspeção criteriosa poderá resultar em uma proposta técnica coerente.

Serviços:


Adesp - Assoc. das Empresas Controladoras de Pragas do Estado de SP
Fone: (11) 5522-3300
www.adesp.org.br

 Fonte: Revista Direcional Condomínios - Nº 43


Novas armas no combate às pragas

Conviver com pragas não é nada agradável, mas, infelizmente, independente da temperatura, elas são uma ameaça constante para instalações industriais, estabelecimentos comerciais e residenciais. No entanto, Romeu Garbin Filho, responsável técnico da lnset Center, e Moacir Milne, gerente do Departamento de Atendimento a Empresas e Condomínios da Osaka, empresas especializadas no controle de pragas, dizem que há alternativas para eliminar esse problema. Garbin diz que a Inset Center tem como maior mercado a indústria de alimentos e seus fornecedores de matérias-primas e embalagens. "Fazemos desde o controle micro-biológico de fungos e leveduras até o de qualquer organismo vivo que esteja infestando a área fabril e interferindo no dia-a-dia do produção", ressalta Garbin, acrescentando que é importante atuar nas áreas interna e externa. No coso da Osaka, o carro-chefe é a descupinização, área que merece investimentos freqüentes em atualização, compra de equipamentos e participação dos colaboradores em cursos. "No inverno, predominam os cupins, que gostam da umidade, mas ,que são difíceis de identificar por existirem mais de duas mil espécies, e as três raças de ratos. No verão, as solicitações mais comuns são para controle de baratas, formigas, pulgas e insetos rasteiros", explica Milne. O técnico da lnset Center lembra que no período de inverno ocorre uma diminuição de pragas e que, apesar de não serem percebidas, essa é a melhor época para fazer o controle. "Normalmente, o consumidor pensa o contrário e só decide pelo controle quando vê os insetos. Na indústria, a utilização de métodos de desinsetização e desratização é contínuo. Atendemos pelo menos 800 dos fabricantes das marcas encontradas nos supermercados", calcula. Passo a passo - Os representantes da Inset Center e da Osaka concordam que existe um procedimento-padrão para o atendimento aos clientes. Em primeiro lugar, um representante técnico é destacado para fazer uma inspeção no estabelecimento do cliente e levantar os pontos de vulnerabilidade, ou seja, os locais em que há facilidade para a entrada de pragas, e aproveito os dados fornecidos pelos clientes em relação aos insetos existentes. Também são relacionados os mecanismos de defesa implantados no lugar, como cortina de ar, armadilha luminosa, portas vai-e-vem, luz externa diferenciada, rede de esgotos sifonada, entre outros, que serão aproveitados, e feita uma análise da localização do cliente, destacando a proximidade com rios e matas, que propiciam a entrado de insetos e roedores. "É possível fazer controle interno e externo nos limites do local investigado, mas não dá para ultrapassar essas linhas, não controlamos, por exemplo, o problema da existência de um córrego ao lado da empresa", salienta Milne. Os técnicos das empresas avaliam quais os grupos de pragas encontrados, pois cada tipo receberá um tratamento especifico, e as exigências da legislação do Estado ou Município onde o cliente está localizado. "Existe o Código Sanitário Brasileiro, mas cada localidade tem suas peculiaridades", revela Garbin. Entre as determinações legais, o técnico da lnset Center destaca que há limitações para a utilização de produtos químicos. "O inseticida ou pesticida só deve ser aplicado em último caso, quando não houver alternativa de controle preventivo", ensina. "Por exemplo, colocar uma tela na janela, se tiver uma infestação de moscas", exemplifica.

Milne concorda com o uso de barreiras físicas e adiciona o fato de a legislação não permitir o uso indiscriminado de veneno. "Recorremos a sistemas de repelência e redes, por exemplo, para que pombos que estiverem no forro de uma casa. Em alguns locais, como supermercados, existem uma atuação especial. As iscas com alimentos não funcionam porque os ratos têm produtos mais atrativos, por isso tampamos raios e esgotos", ilustra. Milne lembra que a imunização tem urna duração por tempo determinado. A desinsetização em residências prolonga-se por seis meses; nas empresas que manipulam alimentos, três meses, por incidência de grande volume lavagem dos locais, A de ratos dura três meses e a de cupins, dependendo do tratamento, pode variar de um a três anos, porque o residual do veneno permanece por mais tempo. "Por esse motivo, recomendamos o tratamento químico, que mesmo sendo tóxico, é mais eficiente", finaliza.

Fonte: Revista Secovi-SP - Nº 113

 

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