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Lixo e Reciclagem


São Paulo, 12 milhões de habitantes. Produz hoje quase 17.000 toneladas de lixo diariamente. Em 95 esse número  já  chegava a 14.845 toneladas/dia.  Desse total apenas 12%  vão  para  usinas de  compostagem, onde o

lixo é  transformado  em  composto orgânico e vendido aos agricultores, e 88% é  transportado  para  aterros  sanitários que têm uma vida útil limitada e são insuficientes para a quantidade de lixo produzido atualmente.


Por isso o desenvolvimento de formas alternativas para o aproveitamento do lixo tem sido objeto de várias pesquisas em todo mundo, e no Brasil está sendo intensificada, pois não só do ponto de vista ecológico mas também econômico, a questão do lixo em uma sociedade que abriu as portas para a Era do Descartável, tomou-se urgente neste final de século.

Responsabilidade dos Fabricantes

Para ajudar a equacionar este problema, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente deve apresentar na Assembléia Legislativa, projeto de lei que tem o objetivo de disciplinar a destinação do lixo gerado no Estado. O projeto prevê o acompanhamento de todo processo produtivo, adotando-se medidas para reduzir a geração de resíduos, incentivar a reutilização de embalagens, a reciclagem e a recuperação de resíduos sólidos. Em um dos pontos que trata sobre o lixo não reciclável, o projeto estabelece que caberá aos produtores de embalagens PET, pneus, baterias para celular, pilhas, lâmpadas fluorescentes, dentre outros, a responsabilidade pelo recolhimento, descontaminação e destinação final dos resíduos provenientes destes produtos.

Segundo o secretário estadual do Meio Ambiente, Fábio Feldmann, hoje as empresas colocam produtos no mercado, mas após seu uso acabam sendo prejudiciais ao meio ambiente. Porém não se responsabilizam pela destinação destes resíduos.

Outra idéia que deve sair do papel é o programa Teoria da Macrorreciclagem, da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente. Este plano prevê a tiragem e conversão do gás exalado dos detritos em energia elétrica ou mesmo combustível. Para tanto, a Prefeitura deverá lançar ainda este ano, concorrência pública para definir empresas interessadas em explorar o lixo dos aterros, porém a sua implantação definitiva só ocorrerá nos primeiros anos de início do século. O projeto da Macrorreciclagem do lixo em São Paulo, ainda depende da instalação de três incineradores, uma usina de compostagem, e no ponto de partida deve contar com o apoio efetivo da população na separação do lixo seco e úmido.

Em relação ao lixo reaproveitável, fabricantes de bebidas e as indústrias de alimentos em geral, estão entre os interessados na ampliação de uma cultura da reciclagem, pois em larga escala estão aumentando a porcentagem do uso de matérias-primas, provenientes de um processo de reciclagem para a fabricação de novas embalagens ou dos seus próprios produtos, como é o caso das indústrias de papel e celulose.

Papa-Lixo

Modernizar os sistemas de coleta de lixo e expandir o programa de coleta seletiva em toda cidade, são alguns dos objetivos nos quais o Departamento de Limpeza Urbana de São Paulo - Limpurb, vem concentrando seu trabalho nos últimos anos.

Coleta Seletiva

Para muitos, o lixo descartável significa dinheiro. Pequenas e médias empresas movimentam o comércio de papel, plásticos e latas de alumínio vendendo estes materiais para as indústrias que fazem a reciclagem. E além dos catadores, indústrias ou o comércio, o seu condomínio pode ser mais um fornecedor desse mercado, o que será benéfico tanto do ponto de vista ecológico - ao reduzir o montante de lixo a ser recolhido nas ruas - como também ao gerar uma pequena fonte de renda para o prédio.

Através do trabalho da Divisão de Educação e Divulgação do Limpurb - Departamento de Limpeza Urbana, que também realiza palestras em escolas, os síndicos interessados poderão obter as informações básicas, bem como apostilas de apoio para iniciar o programa de coleta seletiva em seu prédio e até uma lista de possíveis compradores de material reciclável.

Um dos primeiros passos para a implantação dessa experiência em seu prédio, é definir um local para separação e armazenamento dos materiais, como será feita a coleta entre os moradores e também fazer um levantamento para descobrir os possíveis compradores e quantidades por matéria. Uma dica importante é sempre escolher os mais próximos pela questão do transporte.

Já existem condomínios que estão utilizando o sistema de coleta seletiva. Um bom exemplo é o Conjunto Nacional. Sua Central de Coleta funciona no estacionamento, no subsolo do prédio, onde uma equipe de funcionários faz a separação do material (vidros, todo tipo de papel, latas de alumínio, garrafas de plástico) que ficam em compartimentos distintos.

Numa outra etapa, papéis diversos são fragmentados em uma máquina, enquanto os jornais são amarrados e pesados. Plásticos e alumínios são colocados separadamente em uma pequena prensa, formando blocos, que aí, estão prontos para serem comercializados. Em média, a cada quinze dias é recolhido material suficiente para uma venda. Em março, 60 quilos prensados de latinhas de alumínio foram comercializados diretamente com a Latasa, que faz reciclagem desse tipo de alumínio.

Além do recolhimento feito por andar em cada empresa, restaurante ou apartamento, existem seis jogos de pequenos contêineres coloridos, em pontos de maior fluxo como nos corredores, terraços e pisos, nos quais as pessoas que trabalham ou circulam pelo condomínio podem deixar seu lixo reaproveitável.

Coleta Seletiva - Informações e Orientações:
www.lixo.com.br - www.sindiconet.com.br

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